21 dias, 7 países, e muito emoção
Foto: Brenner W. C.
Lisboa, Parque Eduardo VII

Portugal é a Europa que o brasileiro pediu a Deus
É surreal atravessar 8 mil quilômetros para desembarcar naquele trecho do continente onde se fala português e que abriga a cada esquina referências muito familiares para qualquer um de nós, como os azulejos azuis nas fachadas das casas, as pracinhas, as igrejas... Além de desfrutar suas cidades históricas, praias e gastronomia, entre outras atrações, viajar a Portugal é se entregar ao prazer de identificar nossa origem, o lugar onde tudo começou. Dá para cruzar esse território, de norte a sul, em sete horas; e, em três, de leste a oeste. Outro trunfo: a diversidade. Quem roda meia hora viaja no tempo, percebe outra natureza e outro modo de viver. No norte, de casas de granito e rios fabulosos, vive o português de gênio forte. Nas praias do sul, o sol brilha de tal forma que atrai turistas de toda a Europa. Cai neve na Serra da Estrela, enquanto o Alentejo é plano. Portugal, como nação, nasceu no século 12, após o domínio árabe por seis séculos. Veio a época dos descobrimentos (século 14) e, do poder conquistado, pode-se dizer que os portugueses ainda sentem saudade. Aliás, o Portugal moderno só vai aparecer com a Revolução dos Cravos (abril de 1974) e a adesão à União Européia (1986). Desde então, chove dinheiro comunitário na terrinha e os frutos estão por toda parte, enchendo os olhos de quem viaja e os de quem nela vive.
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Características:
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