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Lagoa de Sombrio
pede Socorro |
Solução para lagoa |
A Lagoa de Sombrio que apresenta uma superfície de
aproximadamente 5.000 hectares, ou seja, 54 km2,
sendo assim a maior lagoa de água doce de Santa
Catarina. Era contada em versos: "A Lagoa de
Sombrio corre que desaparece", criados e recitados
por pessoas que amavam de todo coração a sua
terra. A Lagoa de Sombrio chegava a ser maior que
o Município de Maracajá, na Região Sul.
A
Lagoa
está apresentando
problemas que podem comprometer todo o ecossistema
da Região. Nos últimos 8 anos a lagoa baixou mais
de um metro,
afastando-se cerca de 90 metros do lugar aonde
antes a água chegava. Outros problemas também
começam a preocupar lideranças locais. A lagoa
desemboca no rio Mampituba que tem ligação com o
mar. Com a diminuição do nível da lagoa, a água
salgada está entrando, provocando o processo de
salinização, altamente prejudicial para a pesca e
a sobrevivência da espécies de peixes, entre
outros.
Fontes poluidoras
Os pescadores da Região, cerca de 300 famílias que
sobrevivem da pesca, estão preocupados com os
níveis de poluição e com a diminuição dos peixes
que vem sendo notada nos últimos anos. Na parte da
lagoa que pertence a Sombrio a quantidade de
peixes já diminuiu bastante, devido à poluição já
existente, causada por derivados de mandioca que
produz uma quantidade de amônia bem como
herbicidas e agrotóxicos da produção de arroz além
de vários postos de abastecimento de combustível
nas margens da lagoa devido à passagem da BR 101.
Embora nessa lagoa tem um rico conjunto de
organismo que dá a possibilidade de criar e manter
peixes como traíra, jundiá, taínha, robalo, bagre
e até mesmo o camarão rosa. Temos implicações na
criação e produção desses seres devidos a essas
principais poluições.
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Em maio de 97, a convite de algumas
lideranças, o Ex-Ministro do Meio Ambiente, José
Lutzemberg, visitou Sombrio e constatou que a
Lagoa de Sombrio sofre com o assoreamento, a
poluição por agrotóxicos, lixos e a salinização da
água. Lutzemberg ressaltou a importância da
construção de uma barragem para a diminuição da
vazão de água que desemboca no Rio Mampituba, de
20 km/h para 10 km/h, além de uma grande discussão
para a conscientização da comunidade.
Citou ainda:
"É preciso
fazer um trabalho educativo, integrando várias
entidades e universidades do Sul do Estado, para
conscientizar moradores, poderes..., Legislativo e
Executivo sobre a importância da Lagoa para o
desenvolvimento controlado da região".
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Turismo e
Planejamento |
Ecoturismo
na Amesc |
Atualmente, a base do desenvolvimento
econômico, tem um nome pouco conhecido: O turismo
é a atividade que envolve recreação, transportes,
meios de hospedagem, agências de viagens, gerando
muitos empregos e movimentando grande parte da
economia mundial. Portanto, governantes de todas
as instâncias devem ficar atentos para que sejam
efetuados planejamentos turísticos que organizem o
turismo, de maneira que não agridam a natureza.
As áreas e locais turísticos não podem ser
abafadas por comércio de pessoas sem preparo para
conduzir um empreendimento turístico.
No Município de Sombrio-SC; Há alguns anos atrás,
por falta de planejamento e organização, dois
pontos turísticos que poderiam ter sido
aproveitados, hoje passam despercebido pelos
turistas.
As Furnas - Cavernas de
rara beleza, situada na BR-101, está sendo
bombardeada pelos que dizem serem "Cristão", pois
colocam imagens de santos (veja foto) em todo
lugar, fixando-as com cimento. Será que um bom
cristão deve destruir a natureza que Deus criou?
Temos que fazer algo para que nosso patrimônio
ecológico não desapareça. Tanto as Furnas como a
Lagoa de Sombrio que fica em
frente, foram escondidas por postos de gasolina,
borracharias e restaurantes.
Em frente às Furnas, deveria existir uma praça
pública bem elaborada e equipada para melhor
aproveitamento do local. Quanto à lagoa, situada
no outro lado da BR-101, poderia ter um complexo
aquático, para diversão do turista.
Assim, Sombrio que é um lugar privilegiado pela
natureza, teria seu potencial turístico
racionalmente aproveitado. "O
desenvolvimento turístico de uma região, não
depende somente do governo, mas também de pessoas
que tenham interesse e conhecimento em relação ao
turismo, pois onde cresce o turismo, a economia e
a cultura crescem juntas".
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Por: Loraci Martins Cardoso
No Brasil o ecoturismo ainda é um
segmento que não teve sua devida importância
avaliada. Os Municípios do Extremo Sul Catarinense
não estão fora desta realidade. No entanto, entre
os cidadãos sulinos está havendo uma
conscientização quanto à importância do turismo
regional, especificamente o ecoturismo que
apresenta hoje em termos mundiais uma demanda com
acelerado crescimento.
Dentro dessa realidade urge que as
agências de viagens e guias de turismo deixem de
citar esta rodovia (BR-101) apenas como rota e
ponto de referência para as praias do litoral. É
emergente a necessidade de implementar a atividade
ecoturismo durante todo ano, abrindo assim, novas
opções aos turistas e para a economia do Estado.
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