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THOMAS KUHN
Ciência
normal - Pesquisa firmemente baseada em uma ou mais realizações cientificas
passadas. São reconhecidas pela comunidade cientifica por algum tempo.
Estudo do paradigma - Realizações abertas para deixar todas as espécies
de problemas serem resolvidos pelo grupo de praticantes da ciência.
Pré-requisitos para a ciência normal - Comprometimento e o consenso
aparente, isto é a continuação de uma tradição de pesquisa determinada.
Candidato a paradigma - Todos os fatos pertinentes ao desenvolvimento de
determinada ciência tem a possibilidade de parecem relevantes.
Para ser aceita como paradigma, uma teoria deve parecer melhor que suas
competidoras, mas não precisa explicar todos os fatos com os quais pode ser
confrontada.
O novo paradigma implica uma definição nova e mais rígida do campo de estudos.
No seu uso estabelecido, em paradigma é um modelo ou padrão aceito
Na ciência um paradigma raramente e suscetível de reprodução.
O sucesso de um paradigma, é uma promessa de sucesso. A ciência normal consiste
na atualização dessa promessa, atualização que se obtém ampliando-se o
conhecimento daqueles fatos que o paradigma apresenta como particularmente
relevantes, aumentando-se a correlação entre esses fatos e as predições do
paradigma e articulando-se ainda mais o próprio paradigma.
A maioria dos cientistas, durante toda sua carreira, ocupa-se com operações de
limpeza. Para o autor isto é chamado de ciência normal.
A pesquisa cientifica normal está dirigida para a articulação daqueles fenômenos
e teorias já fornecidos pelo paradigma.
O paradigma força os cientistas a investigar alguma parcela da natureza com uma
profundidade e de uma maneira tão detalhada que de outro modo seriam
inimagináveis.
Para Kuhn "existem apenas três focos normais para a investigação cientifica
dos fatos e eles não são nem sempre nem permanentemente distintos". |
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Classe de fatos que o
paradigma mostrou particularmente reveladora da natureza das coisas.
Ao emprega-los na resolução de problemas, o paradigma tornou-os merecedores de
uma determinação mais precisa, numa variedade maior de situações.
Diz respeito aqueles fenômenos que, freqüentemente sem muito interesse
intrínseco, podem ser diretamente comparados com predições da teoria do
paradigma.
Esgota as atividades de coleta de fatos da ciência normal. Consiste no trabalho
empírico empreendido para articular a teoria do paradigma, resolvendo algumas de
suas ambigüidades residuais e permitindo a solução de problemas para os quais
ela anteriormente só tinha chamado a atenção. Essa classe é a mais importante de
todas.
Abandonar em paradigma é deixar de praticar a ciência que este define.
O objetivo da ciência normal não consiste em descobrir novidades substantivas de
importância capital e se o fracasso em aproximar-se do resultado antecipado é
geralmente considerado como um fracasso pessoal do cientista.
Resolver um problema da pesquisa normal é alcançar o antecipado de uma nova
maneira. Isso requer a solução de todo o tipo de complexos quebra-cabeças
instrumentais, conceituais e matemáticos. O indivíduo que é bem sucedido nessa
tarefa prova que é um perito na resolução de quebra-cabeças.
Quebra-cabeças indicam a categoria particular de problemas que servem para
testar nossa engenhosidade ou habilidade na resolução de problemas.
O critério que estabelece a qualidade de um bom quebra-cabeça nada tem a ver com
o fato de seu resultado ser intrinsecamente interessante ou importante.
Ao contrário, os problemas realmente importantes em geral, não são
quebra-cabeças.
Uma vez engajado em seu trabalho, sua motivação passa a ser bastante diversa. O
que o incita ao trabalho é a convicção de que, se for suficientemente
habilidoso, conseguirá solucionar um quebra-cabeça que ninguém até então
resolveu ou, pelo menos, não resolveu tão bem.
Para ser classificado como quebra-cabeça não basta a um problema possuir uma
solução assegurada. Deve obedecer a regras que limitam tanto a natureza das
soluções aceitáveis como os passos necessários para obtê-las.
A ciência normal é uma atividade altamente determinada, mas não precisa ser
inteiramente determinada por regras.
As regras, segundo Kuhn, derivam de paradigmas, mas os paradigmas podem dirigir
a pesquisa mesmo na ausência de regras.
A determinação de paradigmas compartilhados não coincide com a determinação das
regras comuns do grupo. Isto exige uma Segunda etapa, de natureza um tanto
diferente. Ao compreende-la, o historiador deve comparar entre si os paradigmas
da comunidade e em seguida compará-los com os relatórios de pesquisa habituais
do grupo.
A falta de uma interpretação padronizada ou da redução de regras que goze da
unanimidade não impede que um paradigma oriente a pesquisa. A ciência normal
pode ser parcialmente determinada através da inspeção direta dos paradigmas.
Esse processo é freqüentemente auxiliado pela formação de regras de suposição,
mas não depende delas. Na verdade, a existência de um paradigma nem mesmo
precisa implicar a existência de qualquer conjunto completo de regras.
Os cientistas trabalham a partir de modelos adquiridos através da educação ou da
literatura a que são expostos posteriormente, muitas vezes sem conhecer ou
precisar conhecer quais as características que proporcionam o status de
paradigma comunitário a esses modelos. Para atuarem assim, os cientistas não
necessitam de um conjunto completo de regras.
A ciência normal pode ser parcialmente determinada através da inspeção direta
dos paradigmas. Esse processo é freqüentemente auxiliar pela formação de regras
de suposição, mas não depende dela. Na verdade, a existência de um paradigma vem
mesmo precisa implicar a existência de qualquer conjunto completo de regras.
OS cientistas trabalham a partir de modelos adquiridos através da educação ou da
literatura. Não necessitam de um conjunto completo de regras.
O período pré-paradigmático, em particular, é regularmente marcado por detalhes
freqüentes e profundos a respeito de métodos, problemas e padrões de solução
legítimos - embora esses debates sirvam mais para definir escolas do que para
produzir um acordo.
Quando os cientistas não estão de acordo sobre a existência ou não de soluções
para os paradigmas fundamentais de sua área de estudos, então a busca de regras
adquire uma função que não possui normalmente. Contudo enquanto os paradigmas
permanecerem seguros, eles podem funcionar sem que haja necessidade de acordos
sobre as razões de seu emprego ou mesmo sem qualquer tentativa de
racionalização.
A ciência normal não se propõe descobrir novidades no terreno de fatos ou da
teoria, quando é bem sucedida, não as encontra
A descoberta começa com a consciência da anomalia, isto é, com o reconhecimento
de que, de alguma maneira, a natureza violou as expectativas paradigmáticas que
governam a ciência normal. Segue então uma exploração mais ou menos ampla da
área onde ocorreu a anomalia. Esse trabalho somente se encerra quando a teoria
do paradigma for ajustada, de tal forma que o anômalo se tenha convertido no
esperado.
A descoberta de um novo tipo de fenômeno é necessariamente um acontecimento
complexo, que envolve o reconhecimento tanto da existência de algo, como de sua
natureza.
A percepção da anomalia, isto é um fenômeno para qual o paradigma não prepara o
investigador - desempenhou um papel essencial na preparação do caminho que
permitiu a percepção da novidade.
Em resumo a decisão de empregar um determinado aparelho e emprega-lo de um modo
específico baseia-se no pressuposto de que somente certos tipos de
circunstâncias ocorrerão. Existem tanto expectativas instrumentais como teóricas
que freqüentemente têm desempenhado um papel decisivo no desenvolvimento
científico.
Nem todas as teorias são teóricas paradigmáticas. Tanto os períodos dos
pré-paradigmáticos, como durante as crises que conduzem a mudanças em grande
escala do paradigma, os cientistas costumam desenvolver muitas teorias
especulativas e desarticuladas, capazes de indicar o caminho para novas
descobertas. Muitas vezes, entretanto, essa descoberta não é exatamente a
antecipada pela hipótese especulativa e experimental. Somente depois de
articularmos estreitamente a experiência e a teoria converter-se em paradigma.
Características comuns das descobertas que emergem novos tipos de fenômenos:
Consciência prévia da avaliação;
Emergência gradual e simultânea de um reconhecimento tento no plano conceitual
como no plano da observação.
Conseqüente mudança das categorias e procedimentos paradigmáticos.
No desenvolvimento de qualquer ciência, admite-se habitualmente que o primeiro
paradigma explica com bastante sucesso a maior parte das observações e
experiências facilmente acessíveis aos praticantes daquela ciência.
A anomalia aparece somente contra o pano de fundo proporcionada pelo paradigma.
Quanto maiores forem a precisão e o alcance de um paradigma. Tanto mais sensível
este será como indicador de anomalias e, conseqüentemente de uma ocasião para
mudança de paradigma.
As mudanças que são causadas pelas descobertas, são tanto construtivas como
destrutivas.
Depois da assimilação da descoberta, os cientistas encontram-se em condições de
dar conta de um numero maior de fenômenos ou explicar mais precisamente alguns
fenômenos previamente conhecidos.
A emergência de novas teorias é geralmente precedida por um período de
insegurança profissional pronunciada, pois exige a destruição em larga escala de
paradigmas e grande alterações nos problemas e técnicas da ciência normal.
A proliferação de versões da teoria é sintoma de crise.
Uma nova teoria surge somente após o fracasso caracterizado na atividade normal
de resolução de problemas.
Papel da crise e sua importância: A solução dos problemas como quebra-cabeças,
são antecipados, pelo menos parcialmente, em um período no qual a ciência
correspondente não estava em crise.
As antecipações foram ignoradas especialmente por não haver crise.
Enquanto os instrumentos proporcionados por um paradigma continuam capazes de
resolver os problemas que este define, a ciência move-se com maior rapidez e
aprofunda-se ainda mais através da utilização confiante desses instrumentos.
O significado das crises consiste exatamente no fato de que indicam que é
chegada a ocasião para renovar os instrumentos.
As crises são uma pré-condição necessária para a emergência de novas teorias.
Embora possam começar a perder sua fé e a considerar outras alternativas, não
renunciam ao paradigma que os conduziu à crise, não tratando também da anomalia
como contra-exemplos do paradigma.
Uma teoria científica, após ter atingido o status do paradigma, somente é
considerada inválida quando existe uma alternativa disponível para substituí-la.
Decidir rejeitar um paradigma é sempre decidir simultaneamente aceitar outro e o
juízo que conduz a essa decisão envolve a comparação de ambos os paradigmas com
a natureza, bem como sua comparação mútua.
Diferença entre ciência normal e ciência ou estado de crise.
O quebra-cabeça da ciência normal, existe somente porque nenhum paradigma aceita
como base para a pesquisa científica resolve todos os seus problemas. Cada
problema que a ciência normal considera um quebra-cabeça pode ser visto de outro
ângulo: como contra exemplos e portanto fonte de crise.
A crise ao provocar uma proliferação de versões do paradigma, enfraquece as
regras de resolução de quebra-cabeças da ciência normal, de tal modo que acaba
permitindo a emergência de um novo paradigma.
Uma anomalia parece ser algo mais do que um novo quebra-cabeças, da ciência
normal, é sinal de que iniciou a transição para a crise e para a ciência
extraordinária.
O desenvolvimento da ciência normal pode transformar em uma fonte de crise uma
anomalia que anteriormente não passa de um incômodo.
Todas as crises iniciam com o obscurecimento de um paradigma e o conseqüente
relaxamento das regras que orientam a pesquisa normal.
Uma crise pode terminar com a emergência de um novo candidato a paradigma e com
uma subseqüente batalha por sua aceitação.
A transição de um paradigma em crise para u, novo, do qual pode surgir uma nova
tradição de ciência normal, está longe de ser um processo cumulativo obtido
através de uma articulação do velho paradigma.
Ao concentrar a atenção científica sobre uma área problemática bem delimitada e
ao preparar a mente científica para o reconhecimento das anomalias experimentais
pelo que realmente são, as crises fazem freqüentemente proliferar novas
descobertas
Quase sempre, os homens que fazem essas invenções fundamentais são muito jovens
ou está há pouco tempo na área de estudos cujo paradigma modificam.
A transição para um novo paradigma é uma revolução científica.
As revoluções científicas são episódios de desenvolvimento não-cumulativo, nos
quais um paradigma mais antigo é totalmente ou parcialmente substituído por um
novo, incompatível com o anterior.
As revoluções científicas, iniciam-se com um crescimento crescente, também
seguidamente restrito uma pequena subdivisão da comunidade científica, de que o
paradigma existente deixou de funcionar adequadamente na exploração de um
aspecto da natureza, cuja exploração fora anteriormente dirigida pelo paradigma.
Para descobrir como as revoluções científicas são produzidas teremos, portanto,
que examinar não apenas o impacto da natureza e da lógica, mas igualmente as
técnicas de argumentação persuasiva que são eficazes no interior dos grupos
muito especiais que constituem a comunidade dos cientistas.
A pesquisa normal que é cumulativa, deve seu sucesso à habilidade dos cientistas
para selecionar regularmente fenômenos que podem ser solucionados através de
técnicas conceituais e instrumentais semelhantes às já existentes.
O homem que luta para resolver um problema definido pelo conhecimento e pela
técnica existentes não se limita simplesmente a olhar à sua volta. Sabe o que
quer alcançar concebe seus instrumentos e dirige seus pensamentos de açodo com
seus objetivos. A novidade não antecipada, isto é, a nova descoberta.
As diferenças entre os paradigmas sucessivos são ao mesmo tempo necessárias e
irreconciliáveis.
A recepção de um novo paradigma requer com freqüência uma redefinição da ciência
correspondente. Alguns problemas antigos podem ser transferidos para outra
ciência ou declarados absolutamente não científicos.
A tradição científica normal, que emerge de uma revolução científica é não
somente incompatível, mas muitas vezes verdadeiramente incompatível, mas muitas
vezes verdadeiramente incomensuráveis com aquela que a precedeu.
Quando duas escolas científicas discordam sobre o que é um problema e o que é
uma solução, elas inevitavelmente travarão um diálogo de surdos ao debaterem os
méritos relativos dos respectivos paradigmas.
Guiados por um paradigma, os cientistas adotam instrumentos e orientam seu olhar
em novas direções.
Durante as revoluções, os cientistas vêem coisas novas e diferentes quando,
empregando instrumentos particulares, olham para os mesmo pontos já examinados
anteriormente.
Em período de revolução, quando a tradição científica normal muda, a percepção
que o cientista de seu meio ambiente deve ser reeducada - deve aprender a ver
uma nova forma, em algumas situações com as quais já está familiarizado.
O que um homem vê depende tanto daquilo que ele olha como daquilo que sua
experiência visual-conceitual prévia o ensinou a ver.
Nas ciências, as alterações perceptivas acompanham as mudanças de paradigma,
sendo que não podemos esperar que os cientistas confirmem essas mudanças
diretamente.
Em vez de ser um intérprete, o cientista que abraça um novo paradigma é como o
homem que usa lentes inversoras.
Após as revoluções científicas, a grande parte da linguagem e a maior parte dos
instrumentos de laboratório continuam sendo os mesmo do paradigma antigo, embora
anteriormente eles eram utilizados de maneira diferente.
Em conseqüência disso, a ciência pós-revolucionária invariavelmente inclui
muitas das mesmas manipulações, realizadas com os mesmos instrumentos e
descritas nos mesmos termos empregados por sua predecessora pré-revolucionária.
As razões para que as revoluções sejam quase totalmente invisíveis. Grande parte
da imagem que cientistas e leigos têm da atividade científica criadora provém de
uma fonte de autoritária que disfarça sistematicamente.
Os manais começam truncado a compreensão do cientista a respeito da história de
sua própria disciplina e em seguida fornecem um substituto para aquilo que
eliminaram. É característica dos manuais científicos conterem apenas um pouco de
história.
Os manuais são produzidos somente a partir dos resultados de uma revolução
científica. Eles servem de base para uma nova tradição de ciência normal
Na media em que se dedica à ciência normal, o pesquisador é um solucionador de
quebra-cabeças e não alguém que testa paradigmas.
Uma nova verdade científica não triunfa convencendo seus oponentes e fazendo com
que vejam a luz, mas porque seus oponentes finalmente morrem e uma nova geração
cresce familiarizada com ela.
É somente através da ciência normal que a comunidade profissional de cientistas
obtém sucesso; primeiro, explorando o alcance potencial e a precisão do velho
paradigma e então isolando a dificuldade cujo estudo permite a emergência de um
novo paradigma.
A alegação isolada mais comumente apresentada pelos defensores de um paradigma é
a de que são capazes de resolver os problemas que conduziram o antigo paradigma
a uma crise.
Os debates entre paradigma não tratam realmente da habilidade relativa para
resolver problemas, embora sejam, por boas razões, expressos nesses termos. Ao
invés disso, a questão é saber que paradigma deverá orientar no futuro a
pesquisa sobre problemas.
Para que o paradigma possa triunfar é necessário que ele conquiste alguns
adeptos iniciais, que o desenvolverão até o ponto em que argumentos objetivos
possam ser produzidos e multiplicados.
O termo ciência está reservado, em grande medida, para aquelas áreas que
progridem de maneira óbvia.
Examinando-se a questão a partir de uma única comunidade, de cientistas ou não
cientistas, o resultado do trabalho criador bem sucedido é o progresso.
Durante o período pré-paradigmático, quando temos uma multiplicidade de escolas
em competição, torna-se muito difícil encontrar provas de progresso, a não ser
no interior das escolas.
O processo parece óbvio e assegurado somente durante aqueles períodos em que
predomina a ciência normal.
O seu estado normal , a comunidade científica é um instrumento imensamente
eficiente para resolver problemas ou quebra-cabeças definidos por seu paradigma.
Além do mais, a resolução desses problemas deve levar inevitavelmente ao
progresso.
Pelo menos para a facção vitoriosa, o resultado de uma revolução de ser o
progresso.
Trabalho Parcial de mestrado da Escola Agrotécnica Federal de Sombrio
José |