INTRODUÇÃO
(1º parte) Nas sociedades modernas de formação econômica capitalista, como é o caso da sociedade brasileira, a organização social tem por base a presença de classes bem definidas: a dominante - burguesia - não trabalhadora, proprietária dos meios de produção do excedente de trabalho e a dominada - proletariado - trabalhador, produtor que mantém uma relação direta com os meios de produção, vendendo sua força de trabalho.
O objetivo último da classe dominante, numa sociedade capitalista é pois a reprodução das relações de produção. Essa reprodução das relações de produção implica necessariamente na submissão da classe dominada à classe dominante.
Assim a educação neste tipo de sociedade deixa de exercer a sua verdadeira função e passa a ser vista como educação de classes, favorecendo a classe que domina.
Frente a essas colocações e preocupada com a maneira que a educação vem trabalhando o processo ensino-aprendizagem, este trabalho tem como objetivo principal verificar como é ensinado o conceito de trabalho no livro didático, já que a contradição principal na sociedade capitalista é capital x trabalho: capital para a classe que domina e trabalho para a classe que é dominada.
A escola desde o seu início estabelece uma relação com as classes dirigentes, que de uma maneira ou de outra reflete a ideologia desta classe, em seus currículos, em sua didática, em sua pedagogia. Neste sentido, o livro didático se torna um dos vínculos privilegiados na transmissão dessa ideologia[...].
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO
1 - O CONCEITO DE TRABALHO NO MUNDO OCIDENTAL
2 - A RELAÇÃO TRABALHO E IDEOLOGIA
3 - O QUE É TRABALHO NO LIVRO DIDÁTICO
3.1 - O que é trabalho?
3.2 - Para que se trabalha?
4 - QUEM TRABALHA NO LIVRO DIDÁTICO?
CONCLUSÃO
REFERÊNCIA BIBLIOGRAFIA
ANEXOS