RESUMO
No início deste século, enquanto os médicos
buscavam alguma anormalidade orgânica para justificar o fracasso das crianças
com dificuldades de aprendizagem, os psicólogos, fortemente influenciados pela
psicometria, se ocupavam dos testes psicológicos na tentativa de medir, com
precisão e objetividade, as verdadeiras aptidões dos alunos, bem como os eu
coeficiente de inteligência (QI).
Contudo, na década de trinta, a incorporação de alguns conceitos psicanalíticos
no meio escolar mudou não só a visão dominante de doença mental, mas também as
concepções corrente sobre as causas das dificuldades de aprendizagem. A
consideração das influência ambiental sobre o desenvolvimento da personalidade
nos primeiros anos de vida e a importância atribuída à dimensão
afetivo-emocional na determinação do comportamento e seus desvios provocou uma
mudança terminológica no discurso da psicologia educacional. Dessa forma, a
criança que apresentava problemas de aprendizagem deixou de ser considerada
anormal e passou a ser designada como "criança problema". Ampliou-se assim, os
possíveis problemas presentes no aprendiz, pois além das causas físicas e
intelectuais, os distúrbios emocionais e de personalidade começaram a ser
levados em consideração. [...]
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO
2. O PAPEL DA PSICOPEDAGOGO
2.1. O Problema de Aprendizagem
2.2. Psicomotricidade e suas relações com a representação e a inteligência
2.3. Os aspectos evolutivos de áreas relacionadas à aprendizagem área emocional
2.3.1. Área emocional
2.3.2. Área cognitiva
2.3.3. Área Perceto-motora
2.4. Fatores que influenciam o desenvolvimento, a aprendizagem e o desempenho
segundo Piaget
3. AS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOPEDAGOGIA À EDUCAÇÃO
3.1. O processo da leitura e da escrita
CONCLUSÃO
REFERÊNCIAS